quinta-feira, 6 de março de 2014

        A PAISAGEM NATURAL E CONSTRUÍDA
          Quando você abre a janela e observa a rua, ou o que houver ao redor de sua casa, você está diante de uma paisagem.
           Esteja no campo, ou na cidade, você observará elementos que podem ser naturais ou construídos pelos seres humanos.
          Os elementos naturais numa paisagem são, por exemplo: as árvores (e outros tipos de plantas que não foram cultivadas pelas pessoas), os rios, o solo, os morros, o mar. Há paisagens nas quais existem muitos elementos naturais, como as que podemos observar em florestas (a Amazônica, por exemplo, que vem sofrendo com o desmatamento acelerado nos últimos anos).
          Já os elementos da paisagem que foram construídos pelos seres humanos, pelas mulheres e homens, são chamados de humanizados, culturais ou mesmo artificiais. São as casas, os edifícios, as ruas, os viadutos, as plantações (cultivos), as pastagens formadas pelas pessoas. Esses elementos são um resultado da ação humana, do trabalho de mulheres e homens.
          Mas nas paisagens também existem outros aspectos percebidos pelos nossos sentidos: os sons, os cheiros, os movimentos - a circulação de pessoas e de veículos.
                                  Paisagem humanizada
         Considerando os movimentos nas paisagens, podemos perceber que elas mudam de um momento para outro. Por isso, afirmamos que elas são dinâmicas, estão sendo constantemente modificadas. Elas podem ser modificadas também: quando casas ou prédios são derrubados, e outros são construídos; quando uma área de floresta é desmatada; quando ocorre uma colheita numa área cultivada, por exemplo, como o arroz; quando ruas, viadutos, pontes, rodovias, são construídos, etc.
         No mundo atual praticamente não existe paisagem natural; são muito restritas as áreas onde existem apenas elementos naturais. Os oceanos, por exemplo, são constantemente atravessados por navios de todo tipo, seus recursos são explorados (inclusive de seu subsolo), em seus leitos há milhares de quilômetros de cabos submarinos feitos de cobre ou fibra óptica, que possibilitam as comunicações entre milhões de pessoas de diferentes continentes, diariamente.  Em diversos trechos da floresta Amazônica são desenvolvidas pesquisas,atividades de exploração, muitas delas prejudiciais ao ambiente.
        A paisagem humanizada (artificial ou cultural) é a que está presentes nos mais vastos recantos do planeta. Nela coexistem elementos naturais e artificiais, havendo uma predominância destes últimos. No entanto, é preciso considerar que mesmo muitas plantas que existem nas paisagens bastante humanizadas, como as das grandes cidades, não apareceram e cresceram naturalmente, elas foram plantadas pelas pessoas. A sua existência, portanto, naquele determinado local, é resultado da ação humana.




             
       

















quarta-feira, 5 de março de 2014

Regionalização Mundial - 2

                               
Países do Norte e Países do Sul

           Com o fim da bipolarização e da oposição entre o capitalismo e o socialismo, as diferenças econômicas e sociais entre países ricos e pobres tornaram-se mais evidentes.
            Criou-se uma nova regionalização em que os países do Norte são ricos e os do Sul são pobres. Essa divisão é simbólica, pois não considera a linha do Equador como marco divisório. Nesse caso, o Norte e o Sul foram definidos com base nas condições econômicas e sociais dos países.


            Esta classificação leva em conta um conjunto de indicadores, como a renda per capita, os índices de violência, o desemprego, a dependência econômica e a tecnologia, moradia, educação, nutrição e saúde.  
           Entre os países do Norte com desenvolvimento elevado estão: Estados Unidos, Canadá, a maior parte dos países da Europa, Austrália, Nova Zelândia e Japão.
          Entre os países do Sul, estão os da América Latina, África, Ásia (exceto Japão) e Oceania (exceto Austrália e Nova Zelândia).
          Considerando que países como o Brasil, México, África do Sul e Argentina são considerados países emergente, são países pobres industrializados ou em fase de industrialização, por apresentarem crescimento econômico e social maior que os demais países subdesenvolvidos, são capazes de atrair investimentos internacionais, devido às vantagens que oferecem como mão-de-obra e recursos naturais baratos e incentivos fiscais.  São exemplos de países emergentes: O Brasil, China, Índia, México, Argentina, África do Sul etc., esses países constituem um grande mercado consumidor, pois sua população total é de cerca de 2,8 bilhões de pessoas.  Cinco países emergentes formam o grupo chamado BRICS ( Brasil, Rússia, Índia,  China e África do Sul ).

Regionalização pelo nível de desenvolvimento

                 Na Nova Ordem Mundial os países podem ser assim regionalizados:

v                              Países subdesenvolvidos
          Em sua maioria, eram colônias que durante anos foram dominadas pelas metrópoles europeias. As colônias tinham suas economias organizadas de acordo com os interesses dos colonizadores, não levando em conta as prioridades de sua população.

              As características principais dos países subdesenvolvidos são:
  •           Má distribuição de renda, dependência econômica, política e tecnológica               em   relação      aos países desenvolvidos.
  •           Altos índices de analfabetismo, de mortalidade infantil e de natalidade.
  •           Proliferação de grandes centros urbanos sem infraestrutura.

                        Países desenvolvidos.
       Apresentam um elevado padrão de vida à maior parte da população, além da dominação econômica, tecnológica e política sobre os países subdesenvolvidos.

               A população dos países desenvolvidos, cerca de 20% da população mundial, detém uma renda equivalente a 86% do PIB mundial. De um modo geral, a população tem um elevado grau de escolaridade, o que os torna mais participantes nas esferas da vida política, no governo e na sociedade.

Fonte: Brasil escola.

Regionalização Mundial - 1


Nova Ordem Mundial

Denomina-se por Nova Ordem Mundial o campo político mundial após a Guerra Fria.

As bandeiras, respectivamente, da União Europeia, dos Estados Unidos, da China e do Japão, principais atores da Nova Ordem Mundial
          A Nova Ordem Mundial ou Nova Ordem Geopolítica Mundial – significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria.
          Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar internacional.           O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar” da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo plano político.
     A primeira expressão que pode ser designada para definir a Nova Ordem Mundial é a unipolaridade, uma vez que, sob o ponto de vista militar, os EUA se tornou soberanos diante da impossibilidade de qualquer outro país rivalizar com os norte-americanos nesse quesito.
       A segunda expressão utilizada é a multipolaridade, pois, após o término da Guerra Fria, o poderio militar não era mais o critério principal a ser estabelecido para determinar a potencialidade global de um Estado Nacional, mas sim o poderio econômico. Nesse plano, novas frentes emergiram para rivalizar com os EUA, a saber: o Japão e a União Européia, em um primeiro momento, e a China em um segundo momento, sobretudo a partir do final da década de 2000.
      Por fim, temos uma terceira proposta, mais consensual: a unimultipolaridade. Tal expressão é utilizada para designar o duplo caráter da ordem de poder global: “uni” para designar a supremacia militar e política dos EUA e “multi” para designar os múltiplos centros de poder econômico.

Mudanças na hierarquia internacional

Outra mudança acarretada pela emergência da Nova Ordem Mundial foi a necessidade da reclassificação da hierarquia entre os Estados nacionais. Antigamente, costumava-se classificar os países em 1º mundo (países capitalistas desenvolvidos), 2º mundo (países socialistas desenvolvidos) e 3º mundo (países subdesenvolvidos e emergentes).
 Com o fim do segundo mundo, uma nova divisão foi elaborada.A partir de então, divide-se o mundo em países do Norte (desenvolvidos) e países do Sul (subdesenvolvidos)

(Fonte - Brasil escola)

Regionalização mundial.

         Mundo bipolar e a Guerra fria


   Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), os principais países envolvidos no conflito (França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão) se encontravam em péssima situação socioeconômica. O cenário de destruição nessas nações era enorme, a infraestrutura estava totalmente abalada, além da grande perda populacional. Apenas Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, apesar dos prejuízos gerados pela participação na Guerra, conseguiram manter uma estabilidade financeira.
               Após o conflito, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) anexou vários territórios, aperfeiçoou o desenvolvimento de armas nucleares, ampliou sua área de influência no leste europeu, além de possuir o maior exército do planeta.
              Os Estados Unidos, por sua vez, destinou créditos financeiros para a reestruturação dos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, ampliou suas zonas de influência e cercou-se de tecnologia para produção de armas nucleares.

             Por esses aspectos em comum, Estados Unidos e URSS passaram a serem consideradas superpotências mundiais. Entretanto, havia um grande diferencial entre essas duas nações – o sistema político: Estados Unidos (capitalista) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (socialista). Cada um exercendo sua influência na geopolítica global.

            Os EUA, através de financiamentos e outras medidas políticas (até mesmo fornecimento de armas), passaram a exercer grande influência sobre os países que optaram pelo sistema econômico capitalista.
            A URSS utilizou-se dos mesmos critérios para expandir suas áreas de influência.     Estabeleceu-se a geopolítica bipolar, interferindo diretamente na política de vários países.     
         Conflitos armados foram impulsionados por essa rivalidade entre as duas superpotências, entre eles estão: a Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Revolução Cubana, os conflitos no Oriente Médio, conflitos entre grupos separatistas na África, além do apoio a golpes militares, como, por exemplo, a ditadura militar no Brasil, o golpe ao presidente Salvador Allende no Chile, e apoio a políticas ditatoriais em várias nações.

           Porém, na década de 1980, a URSS passou por uma grave crise econômica, sendo consequência da própria política adotada. A falta de criatividade e agilidade para modificá-la, a estagnação do setor industrial, queda de produtividade de bens de consumo (alimentos, roupas, etc.), além dos altos gastos com armamentos, levou a uma defasagem em relação aos avanços alcançados pelos países capitalistas desenvolvidos.

           O agravamento da crise do sistema socialista ocasionou um processo de enfraquecimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que culminou em 1991, na desintegração desta. Esse fato estabeleceu o fim da Guerra Fria, e, consequentemente, da ordem mundial bipolar.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco     Graduado em Geografia  Equipe Brasil Escola


            Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção da União Soviética (1991), um conflito de ordem política, militar, tecnológica, econômica, social e  ideológica entre as duas nações e suas zonas de influência sem a pretensão de um confronto direto, o que seria desastroso para ambas as partes.
     Com o final da Gerra Fria(1991), inicia-se um novo período geopolítico a Nova Ordem Mundial ou a Multipolaridade.

terça-feira, 4 de março de 2014

Cartografia - Coordenadas Geográficas
Para que serve as coordenadas geográficas?


Coordenadas geográficas são linhas imaginárias pelas quais a Terra foi “cortada”, essas linhas são os paralelos e meridianos, através deles é possível estabelecer localizações precisas em qualquer ponto do planeta.

Veja abaixo alguns itens importantes nas coordenadas geográficas:

 Plano Equatorial: É um plano imaginário que divide a Terra em dois pólos: norte e sul, de forma igual, mas de uma maneira metafórica, é o mesmo que cortar uma laranja em duas partes iguais com uma faca.
 Paralelos: São linhas imaginárias paralelas ao plano equatorial.
• Meridianos: São linhas imaginárias paralelas ao meridiano de Greenwich que ligam os pólos norte e sul.
 Latitude: É a distância medida em graus de um determinado ponto do planeta entre o arco do meridiano e a linha do equador.
 Longitude: É a localização de um ponto da superfície medida em graus, nos paralelos e no meridiano de Greenwich.

Meridiano de Greenwich
Greenwich tornou-se um meridiano referencial internacionalmente em 1884, devido a um acordo internacional que aconteceu em Washington, isso para padronizar as horas em todo o mundo, Greenwich foi escolhido por “cortar” o observatório Astronômico Real, localizado em Greenwich, um distrito de Londres.

Fusos horários
A necessidade dos fusos é devido ao movimento de rotação da Terra, durante o qual ela gira no seu próprio eixo, esse movimento dá origem a dias e noites, perfazendo em 24 horas.
Ao realizar o movimento da Terra (rotação), um lado do planeta recebe luz solar (dia) e o outro lado fica sombreado (noite), o movimento e a luz do sol que incide criam as variações como manhã, tarde, noite, madrugada, então sempre há 24 horas distintas.
A partir dessas informações verifica-se que a Terra, que é esférica, possui 360o, e o movimento de rotação que ela realiza gasta 24 horas para ser realizado, se dividirmos 360o por 24 horas, obteremos 15o, então, cada 15o, que é a distância entre dois meridianos, corresponde  a 1 hora, isso é denominado fuso horário.
O ponto Zero é o meridiano de Greenwich ao leste, a cada 15o aumenta 1 hora; e a oeste de Greenwich, a cada 15o diminui 1hora.

Eduardo de Freitas (Brasil Escola)
Graduado em Geografia



AURORA BOREAL


Introdução
A aurora boreal e austral são fenômenos visuais que ocorrem nas regiões polares de nosso planeta. Podem ser visualizadas, no período noturno ou final de tarde, a olho nu nas regiões onde ocorrem. São verdadeiros shows de luzes coloridas e brilhantes, que ocorrem em função do contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta Terra.

Informações
Quando este fenômeno ocorre em regiões próximas ao pólo norte é chamado de aurora boreal e quando aconteceu no pólo sul é chamado de aurora austral.
Estes fenômenos são mais comuns entre os meses de fevereiro, março, abril, setembro e outubro.
A aurora boreal pode aparecer em vários formatos: pontos luminosos, faixas no sentido horizontal ou circular. Porém, aparecem sempre alinhados ao campo magnético terrestre. As cores podem variar muito como, por exemplo, vermelha, laranja, azul, verde e amarela. Muitas vezes aparecem em várias cores ao mesmo tempo. Em momentos de tempestades solares, a Terra é atingida por grande quantidade de ventos solares. Nestes momentos as auroras são mais comuns. Porém, se por um lado somos agraciados com este lindo show de luzes da natureza, por outro somos prejudicados. Estes ventos solares interferem em meios de comunicação (sinais de televisão, radares, telefonia, satélites) e sistemas eletrônicos diversos.

Curiosidade:

- O nome aurora boreal foi dado pelo astrônomo Galileu Galilei em homenagem à deusa romana Aurora (do amanhecer) e seu filho Boreas.

-Além do planeta Terra, podemos encontrar este fenômeno em planetas como Júpiter, Saturno e Marte. 

Fonte: Sua Pesquisa.com

O Mistério do Triângulo das Bermudas