domingo, 11 de maio de 2014

8ª série B - C / Situação de Aprendizagem 3 e 4

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

AS POSSIBILIDADES DE REGIONALIZAÇÃO DO MUNDO CONTEMPORÂNEO

            Para a compreensão da visão dominante sobre como é a divisão regional atual do mundo, poderemos começar com a abordagem mais tradicional de todas:
v  A divisão por continentes. Continentes americanos, africano, asiático, europeu e Oceania.
v  A regionalização de acordo com os sistemas econômicos vigentes na maior parte do século XX – países capitalistas e países socialistas.
v  A regionalização do mundo com base no desenvolvimento. Países desenvolvidos e países subdesenvolvidos.
v  A regionalização em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundos.

                                   Mundo bipolar
             Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), os principais países envolvidos no conflito (França, Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão) se encontravam em péssima situação socioeconômica. O cenário de destruição nessas nações era enorme, a infraestrutura estava totalmente abalada, além da grande perda populacional.
            Apenas Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), apesar dos prejuízos gerados pela participação na Guerra, conseguiram manter uma estabilidade financeira.
           Após o conflito, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) anexou vários territórios, aperfeiçoou o desenvolvimento de armas nucleares, ampliou sua área de influência no leste europeu, além de possuir o maior exército do planeta.
           Os Estados Unidos, por sua vez, destinou créditos financeiros para a reestruturação dos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, ampliou suas zonas de influência e cercou-se de tecnologia para produção de armas nucleares.
     Por esses aspectos em comum, Estados Unidos e URSS passaram a serem consideradas superpotências mundiais. Entretanto, havia um grande diferencial entre essas duas nações – o sistema político: Estados Unidos (capitalista) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (socialista). Cada um exercendo sua influência na geopolítica global.
      Os EUA, através de financiamentos e outras medidas políticas (até mesmo fornecimento de armas), passaram a exercer grande influência sobre os países que optaram pelo sistema econômico capitalista.
          A URSS utilizou-se dos mesmos critérios para expandir suas áreas de influência sobre os países que optaram pelo sistema econômico socialista.
      Estabeleceu-se a geopolítica bipolar, interferindo diretamente na política de vários países. Conflitos armados foram impulsionados por essa rivalidade entre as duas superpotências, entre eles estão: a Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Revolução Cubana, os conflitos no Oriente Médio, conflitos entre grupos separatistas na África, além do apoio a golpes militares, como, por exemplo, a ditadura militar no Brasil, o golpe ao presidente Salvador Allende no Chile, e apoio a políticas ditatoriais em várias nações.

                                    Guerra Fria (1945 – 1991)
       Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética, compreendendo o período entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a extinção (final) da União Soviética (1991), um conflito deordem política, militar, tecnológica, econômica, social e ideológica entre as duas nações e suas zonas de influência.
       É chamada "fria" porque não houve uma guerra direta, ou seja, bélica, "quente", entre as duas superpotências, dadas a inviabilidade da vitória em uma batalha nuclear. Foi uma guerra ideológica e psicológica, pois não havia o interesse de um confronto direto.
       A corrida armamentista pela construção de um grande arsenal de armas nucleares foi o objetivo central durante a primeira metade da Guerra Fria, estabilizando-se na década de 1960 até à década de 1970 e sendo reativada nos anos 1980 com o projeto do presidente estadunidense Ronald Reagan chamado de "Guerra nas Estrelas"

Existem dois sistemas político-econômicos praticados no mundo, denominados capitalismo e socialismo.
 Esses se diferem pelas ideias e características totalmente distintas.

        São características clássicas do capitalismo:

v  Propriedade privada: consiste no sistema produtivo vinculado à propriedade individual.

v  Lucro: é o principal objetivo capitalista, proveniente do resultado da acumulação de capital.

v  Economia de mercado: livre iniciativa da regulação do mercado, sem ou pouca intervenção do estado. Esse processo ocorre por meio da oferta e da procura, que regula os preços e os estoques das mercadorias. O Estado tem a responsabilidade de intervir somente em casos delicados e também na implantação de medidas que garantem instabilidade econômica.

v  Divisão de classes: esse é um dos pontos mais polêmicos do capitalismo. De um lado está uma minoria denominada "capitalista" ou donos dos meios de produção e de capitais; e do outro lado a maioria chamados “proletários”, pessoas que vendem sua força de trabalho em troca de um salário que garanta saúde, alimentação, transporte, lazer, etc. No entanto, é nesse ponto que constitui a divisão das classes, uma vez que nem sempre o capitalista oferece uma remuneração que seja suficiente para sanar todas as necessidades básicas da maioria dos trabalhadores. Desse processo, o capitalista adquiriu a mais-valia, que corresponde aos lucros oriundos do trabalho do proletário.


             Principais aspectos socialistas:

v  Meios de produção socializados: no socialismo toda estrutura produtiva, como empresas comerciais, indústrias, terras agrícolas, dentre outras, são de propriedade da sociedade e gerenciados pelo Estado. Toda riqueza gerada pelos processos produtivos é igualmente dividida entre todos.

v  Inexistência de sociedade dividida em classes: como os meios de produção pertencem à sociedade, existe somente uma classe; a dos proletários. Todos trabalham em conjunto e com o mesmo propósito: melhorar a sociedade. Por isso não existem empregados nem patrões.

v   Economia planificada e controlada pelo Estado: o Estado realiza o controle de todos os segmentos da economia e é responsável por regular a produção e o estoque, o valor do salário, controle dos preços e etc. Configuração completamente diferente do sistema liberal que vigora no capitalismo, no qual o próprio mercado controla a economia. Dessa forma, não há concorrência e variação dos preços.

Fim da Guerra Fria
        A Guerra Fria começou a esfriar durante a década de 1980. Em 1989, a queda do muro de Berlim foi o ato simbólico que decretou o encerramento de décadas de disputas econômicas, ideológicas e militares entre o bloco capitalista, comandado por Estados Unidos e o socialista, dirigido pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Portanto, a década de 1990 marcou o fim da Guerra Fria e também da divisão do mundo em dois blocos ideológicos. O temor de uma guerra nuclear e as disputas armamentistas e ideológicas também foi sepultado. Surgindo o Mundo Multipolar.

Dois acontecimentos marcaram esse período:
1-) A queda do Muro de Berlim (1989), o principal símbolo da Guerra Fria, e a reunificação da Alemanha.

2. A independência de várias das repúblicas que compunham a URSS. Em 1991, 10 repúblicas das 15 anteriores que compunham a URSS fundaram a Comunidade de Estados Independentes (CEI) (Armênia, Belarus, Casaquistão, Federação Russa, Moldávia, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão).
Em 1993, mais duas repúblicas ingressaram na CEI: Geórgia e Azerbaijão.
Ficaram de fora a Estônia, a Letônia e a Lituânia, que se incorporaram à União Européia.
Assim, a URSS desagregou-se e chegou ao fim, e, com ela, a ordem mundial bipolar (EUA × URSS) também desmoronou
Com a dissolução do bloco socialista do Leste Europeu, começa um novo período.
Para alguns, trata-se de uma Nova Ordem Mundial, com um mundo multipolarizado; para outros, é um mundo subordinado ao sistema capitalista, sob a hegemonia dos Estados Unidos e das grandes corporações internacionais.

Mundo multipolar
    As várias e possíveis classificações regionais resultam de situações historicamente produzidas e, por conta disso, não rígidas no mundo contemporâneo.
      No mundo multipolar existem vários pólos mundiais de poder
     Hoje, a principal potência militar, econômica e política são os Estados Unidos, essa nação superou em todos os aspectos os soviéticos após o seu declínio, e assim é responsável pela maioria das intervenções de caráter militar no globo.
   Com o declínio do regime socialista em âmbito global, o capitalismo despontou hegemonicamente como sistema político-econômico mundial.

           No campo econômico, o Japão atualmente ocupa a condição de segunda potência mundial sua ascensão financeira ocorreu a partir do término da Segunda Guerra Mundial. A aplicação de medidas direcionadas à saúde e educação resultou em crescimento acelerado de sua economia.

          A Europa é considerada também como uma potência econômica, condição que resultou do sucesso da União Européia, o principal bloco econômico do planeta, que tem como principais líderes Alemanha, França e Inglaterra.

         Os processos de integração regional são expressões de uma nova ordem, que é multipolar, visto que alguns desses novos blocos estão polarizando forças econômicas e políticas (e interferindo até mesmo na ordem geopolítica, que envolve a força militar de países e blocos) suficientes para substituir a ordem mundial anterior.
       As regiões com maiores fluxos sobre os países, são os países  mais desenvolvidos (aqueles que registram o maior número de empresas e marcas que consumimos) , já que o mundo contemporâneo é muito influenciado por países com economias mais dinâmicas.

Brasil na economia internacional
      Continentes e países apresentam os maiores fluxos para o Brasil como os Estados Unidos, Canadá, Japão, Europa ou países da Europa Ocidental, a Austrália.
            Como se estabelecem as relações entre os diferentes países e/ou continentes do mundo?
           A tecnologia, em especial as de transporte e comunicações e a questões relacionadas a hábitos, modos de vida, esporte, itens de consumo (vestuário, automóveis, eletroeletrônicos), além de produtos da indústria cultural e de entretenimento, principalmente música e cinema dos Estados Unidos. Afinal, estamos inseridos na sociedade de consumo, e os apelos publicitários são muito eficazes.
             O sentido dos fluxos e outra regionalização, assinalada por países e regiões mais dinâmicos economicamente e vice-versa.
A concentração nos Estados Unidos, na Europa e no Japão da pesquisa científica e das inovações em informação e entretenimento aumenta a distância entre o que se produz nos países desenvolvidos e  a produção raquítica e desatualizada das nações periféricas(subdesenvolvidos) .”            (trecho do texto  de García Canclini)
          As consequências disso para as chamadas nações periféricas (subdesenvolvidos) são dependência tecnológica, financeira, política, cultural etc.; aumento das disparidades sociais e econômicas, um  fosso quase intransponível sem investimentos e desenvolvimento de tecnologias.
Mudanças regionais
       Considerando o dinamismo das economias mundiais, estão ocorrendo mudanças regionais significativas na Ásia,  a China  encontra-se em plena expansão econômica, transformando-se em possível liderança regional  A atual configuração já demonstra a mudança constante das regionalizações. A China, por exemplo, com seu dinamismo econômico, destaca-se no bloco do Pacífico, colocando em xeque a liderança do Japão na região.

Blocos econômicos
 O NAFTA, Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (North American Free Trade Agreement), bloco composto pelos países norte americanos, tendo o dólar como referência monetária, está sob a liderança dos Estados Unidos. É fundamental ressaltar que os EUA exercem incontestável influência regional, mas, sobretudo, na escala global.

União Européia (UE). O segundo bloco cuja referência monetária é o euro, sob comando dos países que compõem a União Européia e com área de influência que abrange o Norte da África e parte do Oriente Médio. Esse bloco também exerce poderosa influência na escala global.

APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, em inglês Asia- -Pacific Economic Cooperation). A referência monetária ainda é o iene (japonês) e a área de projeção econômica compreende o chamado Cinturão do Pacífico, a China, a Austrália e a Nova Zelândia.
A  influência dos Estados Unidos  nesse bloco é, também, muito significativa.
As relações de poder, como já dito, vêm se alterando, mas não apenas no interior dos blocos.
Novos laços se estabelecem entre as regiões e os agrupamentos de países. O Brasil, por exemplo, tem procurado, estrategicamente, incrementar o intercâmbio comercial com a China, firmando acordos comerciais e, assim, reduzindo sua dependência (e a do restante da América do Sul) em relação aos EUA. Atualmente, já somos o principal parceiro econômico da China na América Latina. Empresas brasileiras têm ampliado seus negócios naquele país, exportando, por exemplo, as turbinas geradoras para a hidrelétrica de Três Gargantas. A cooperação estende-se para o setor aeroespacial, com o desenvolvimento conjunto de satélites para meteorologia e telecomunicações.
Observação : A contraposição desenvolvimento x subdesenvolvimento e escala mundial corresponde a um processo histórico, de interdependência entre países e marcado por relações comerciais (de troca) desiguais, que produzem estruturas econômicas, sociais e espaciais diferenciadas.
Trata-se também de uma forma de dividir o mundo resultante da posição ocupada pelas regiões no interior do sistema mundial e em cada momento histórico.
Maiores pólos de comércio mundial União Européia, Ásia, América do Norte, Oriente Médio (em razão de sua produção petrolífera) Pólos menores nas trocas mundiais África, América do Sul e Central, CEI

 “A globalização não aplainou o mundo, não internacionalizou as riquezas, os saberes e os valores previstos, não extinguiu todas as fronteiras(AUGUSTO, Sérgio. E não é que deu tudo errado? O Estado de S. Paulo, 29 out. 2007) .
Porque a aplicação de investimentos, a distribuição da riqueza e o poderio político-militar encontram- se ainda altamente concentrados.
À chamada Nova Ordem Mundial, apresenta os seguintes fenômenos dos novos blocos de poder. A multipolarização que muitos observam no mundo se deve aos novos núcleos de poder econômico que concorrem com os EUA, tais como o Extremo Oriente (China, Japão e Coréia do Sul) e a União Européia.
Os países considerados emergentes (Brasil, Rússia, Índia, Argentina) disputam uma vaga no mundo multipolarizado. Não faz mais sentido olhar o mundo a partir da oposição capitalismo e socialismo – uma ordem bipolar. Parece mais real pensar a ordem mundial com base na polarização econômica (e não mais ideológica) e, nesse caso, nota-se uma multipolarização dada pela organização de blocos econômicos (como no caso da União Européia) e pela ascensão econômica dos países do Extremo Oriente

Blocos Econômicos


Blocos econômicos, União Européia, APEC, MERCOSUL,Nafta, Pacto Andino.

    Introdução
      Com a economia mundial globalizada, a tendência comercial é a formação de blocos econômicos. Estes são criados com a finalidade de facilitar o comércio entre os países membros. Adotam redução ou isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias e buscam soluções em comum para problemas comerciais.
     Em tese, o comércio entre os países constituintes de um bloco econômico aumenta e gera crescimento econômico para os países. Geralmente estes blocos são formados por países vizinhos ou que possuam afinidades culturais ou comerciais. Esta é a nova tendência mundial, pois cada vez mais o comércio entre blocos econômicos cresce. Economistas afirmam que ficar de fora de um bloco econômico é viver isolado do mundo comercial.
Abaixo uma relação dos principais blocos econômicos da atualidade e suas características.

                                       UNIÃO EUROPEIA
      A União Européia ( UE ) foi oficializada no ano de 1992, através do Tratado de Maastricht. Este bloco é formado pelos seguintes países: Alemanha, França, Reino Unido, Irlanda, Holanda (Países Baixos), Bélgica, Dinamarca, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Finlândia Suécia. Este bloco possui uma moeda única que é o EURO, um sistema financeiro e bancário comum. Os cidadãos dos países membros são também cidadãos da União Européia e, portanto, podem circular e estabelecer residência livremente pelos países da União Européia.

    A União Européia também possui políticas trabalhistas, de defesa, de combate ao crime e de imigração em comum. A UE possui os seguintes órgãos: Comissão Européia, Parlamento Europeu e Conselho de Ministros. 

Inglaterra, Suíça não adotaram o euro apesar de integrarem a união européia, pois a adoção destas moedas prejudicarem suas economias, suas moedas próprias apresentam um real valor de mercado acima do euro, portanto passariam por uma crise desnecessária comprometendo toda a sociedade de tais nações.
Mais alguns países europeus não utilizam o Euro, eis alguns deles: 
Reino Unido, Suécia, Noruega, Hungria, Islândia, Polônia, Dinamarca, República Tcheca, dentre outros. 
                                             NAFTA
    Fazem parte do NAFTA ( Tratado Norte-Americano de Livre Comércio ) os seguintes países: Estados Unidos, México e Canadá.        Começou a funcionar no início de 1994 e oferece aos países membros vantagens no acesso aos mercados dos países. Estabeleceu o fim das barreiras alfandegárias, regras comerciais em comum, proteção comercial e padrões e leis financeiras. Não é uma zona livre de comércio, porém reduziu tarifas de aproximadamente 20 mil produtos.

                                              MERCOSUL
    O MERCOSUL ( Mercado Comum do Sul ) foi oficialmente estabelecido em março de 1991. É formado pelos seguintes países da América do Sul : Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Futuramente, estuda-se a entrada de novos membros, como o Chile e a Bolívia. O objetivo principal do MERCOSUL é eliminar as barreiras comerciais entre os países, aumentando o comércio entre eles. Outro objetivo é estabelecer tarifa zero entre os países e num futuro próximo, uma moeda única.

PACTO ANDINO - COMUNIDADE ANDINA DE NAÇÕES
         Outro bloco econômico da América do Sul é formado por: Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. Foi criado no ano de 1969 para integrar economicamente os países membros. As relações comerciais entre os países membros chegam a valores importantes, embora os Estados Unidos sejam o principal parceiro econômico do bloco.

                                           APEC
        A APEC (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) foi criada em 1993 na Conferência de Seattle (Estados Unidos da América). Integram este bloco econômico os seguintes países: Estados Unidos da América, Japão, China, Formosa (também conhecida como Taiwan), Coréia do Sul, Hong  Kong (região administrativa especial da China), Cingapura, Malásia, Tailândia, Indonésia, Brunei, Filipinas, Austrália, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Canadá, México, Rússia, Peru, Vietnã e Chile. Somadas as produções industriais de todos os países, chega-se a metade de toda produção mundial. Quando estiver em pleno funcionamento (previsão para 2020), será o maior bloco econômico do mundo.

                                             ASEAN
        A ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) foi criada em 8 de agosto de 1967. É composta por dez países do sudeste asiático (Tailândia, Filipinas, Malásia, Cingapura, Indonésia, Brunei, Vietnã, Mianmar, Laos, Camboja).

                                                 SADC
     A SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) foi criada em 17 de outubro de 1992 e é formado por 15 países da região sul do continente africano.

                                              MCCA
      Criado em 1960, o MCCA (Mercado Comum Centro-Americano) é o bloco econômico da região da América Central, cujo principal objetivo é a integração econômica entre os países-membros (Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Honduras e Costa Rica.

                                   Aliança do Pacífico
     Criado em junho de 2012, este bloco econômico latino-americano é composto por México, Colômbia, Peru e Chile.

                                                     BENELUX 
          Considerado o embrião da União Européia, este bloco econômico envolve a Bélgica, Holanda e Luxemburgo. O BENELUX foi criado em 1958 e entrou em operação em 1 de novembro de 1960.




terça-feira, 6 de maio de 2014

Ano bissexto: Por que a cada 4 anos fevereiro tem 29 dias

Você já deve ter notado que, de quatro em quatro anos, o mês de fevereiro ganha um dia a mais - passa de 28 para 29 dias-, e é claro que há uma boa razão para isso. O sistema que usamos para contar o tempo é o calendário gregoriano, que surgiu com base em outros calendários inspirados no movimento de rotação da Terra. Uma volta do planeta em torno do seu eixo equivale há um dia, e uma volta da Terra em torno do Sol equivalem há um ano.
Para girar em torno de si mesmo, nosso planeta demora 24 horas. Já para dar uma volta completa em torno do Sol, a Terra demora aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos. Por isso nosso ano tem 365 dias, divididos em 12 meses. Mas a adoção deste sistema de contagem de tempo trouxe um problema: o que fazer com as aproximadamente 6 horas que sobravam?
Foram os egípcios de Alexandria que, há mais de 2.200 anos, tiveram a idéia de, a cada quatro anos, adicionar um dia a mais ao calendário, para compensar às seis horas restantes (um arredondamento das 5h48m46s).

Faça as contas:
6 horas do 1º ano + 6 horas do 2º
+ 6 horas do 3º + 6 horas do 4º ano = 24 horas
Dá um dia certinho, que a cada quatro anos aparece na folhinha como o dia 29 do mês de fevereiro.
Por que o nome bissexto?
O imperador romano Júlio César trouxe a idéia do ano bissexto para o ocidente. Ele até importou um astrônomo para elaborar o novo calendário: o grego Sosígenes. Sosígenes só não sabia em que parte do ano colocar o dia que estava sobrando. Júlio César ordenou que ele fosse "o dia sexto antes das calendas de março". Em latim, isso seria dito assim: "bis sextum ante diem calendas martii".
Há outras formas de contar o tempo
Existem outras maneiras de contar o tempo. Os chineses, por exemplo, baseiam seu calendário nos movimentos da Lua e dividem o tempo em ciclos de 60 anos. Mas o calendário gregoriano é o que foi escolhido para ser universal reconhecido por todos os países.



Quantos países ainda são colônias hoje em dia?

Ao todo, 61 países não estão a fim de soltar o grito de "independência!" preso na garganta. Dezesseis deles estão sob jurisdição da França, 15 da Grã-Bretanha, 14 dos Estados Unidos, seis sob jurisdição da Austrália, três da Nova Zelândia, três da Noruega, dois da Dinamarca e dois da Holanda. Para essas metrópoles, as colônias atuais não representam grandes ganhos - mas também não chegam a atrapalhar. Você pode estar se perguntando por que tem tanta nação que prefere continuar assim, dependente. O lance é que a independência não traria nenhuma vantagem para as colônias. "Em geral, elas são países pequenos, com populações reduzidas e economias frágeis. Caso se tornasse independentes, esses países dificilmente representariam qualquer papel no cenário internacional", diz o cientista político Shiguenoli Miyamoto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Continuando como colônias, essas nações não precisam se preocupar com segurança e defesa de fronteiras - tudo isso é garantido pela "nação-mãe". Além disso, os cidadãos desses territórios possuem os mesmo direitos econômicos e sociais dos habitantes das metrópoles. Uma das vantagens é poder entrar no país colonizador - geralmente, alguma potência de primeiro mundo - sem enfrentar restrições à migração, por exemplo. "Isso seria muito difícil se esses países fossem independentes", afirma Shiguenoli.

Conheça quatro territórios que preferem continuar ligados a alguma metrópole

        GROENLÂNDIA

v      Metrópole - Dinamarca

           Data em que virou colônia - 1721

           Número de habitantes - 60 mil

         A maior ilha do mundo possui economia fraca, baseada em pesca, turismo e mineração. Apesar de a Groenlândia ter certa autonomia administrativa, o governo dinamarquês controla as relações internacionais e a defesa da ilha


        Curiosidade - Os movimentos separatistas têm crescido, mas têm pouca chance de sucesso enquanto a economia não melhorar.


v     GUIANA FRANCESA

            Metrópole - França

            Data em que virou colônia - 1667

            Número de habitantes - 120 mil

            A economia é sustentada com ajuda da França, que compra boa parte das exportações de madeira e de peixes. Oficialmente, a Guiana é uma espécie de estado francês, com direito a eleger senadores e deputados no parlamento da metrópole
Curiosidade - No século 19, a Guiana foi usada como colônia penal francesa. Pouco habitado, o país tem 80% do território recoberto por florestas


v     GIBRALTAR

           Metrópole - Reino Unido

          Data em que virou colônia - 1830

          Número de habitantes - 30 mil

     Esta colônia britânica com apenas 6 km2 é um local militarmente estratégico: fica no estreito de Gibraltar, a única ligação do mar Mediterrâneo com o oceano Atlântico. Por isso, o Reino Unido mantém ali bases aéreas e navais

Curiosidade - Como o território não tem rio, fonte ou nascente, o abastecimento de água é um drama. A economia sobrevive do turismo e do trânsito de militares

       ILHAS FALKLAND

        Metrópole - Reino Unido

        Data em que virou colônia - 1667

         Número de habitantes - 2 mil

         Formada por duas ilhas principais e cerca de 200 ilhotas, a colônia possui uma única cidade - a capital Port Stanley. Hoje, as Falklands são administradas por um governador indicado pela Grã-Bretanha, que cuida também de outros territórios britânicos na região

Curiosidade - O arquipélago é habitado por descendentes de ingleses, que em sua maioria criam ovelhas, pescam, colhem algas marinhas e frutos do mar

Fonte: Mundo Estranho.
Por Roberto Navarro 










29 DE MAIO - DIA DO GEÓGRAFO


Os geógrafos são profissionais que estudam a Terra. Mas como é isto?
Eles sabem sobre o revelo, o clima, a vegetação e os rios que constituem o nosso planeta.
Mas não é só isso! Também estudam economia, a distribuição geográfica populacional, as divisões políticas entre os países, as diferenças culturais e muito mais.
Pesquisam como as comunidades e habitantes se relacionam com o meio  em que vivem!
Os geógrafos exercem um papel muito importante atualmente, cuidando do nosso planeta e auxiliando no planejamento urbano, no manejo de recursos naturais, no planejamento da construção de hidrelétricas e pólos industriais, que são fundamentais para a sociedade, mas que exigem responsabilidade para que o impacto ambiental seja o menor possível!

Algumas das atividades exercidas pelos geógrafos:
- Ensino: leciona no ensino fundamental, médio e superior.

- Planejamento urbano: planeja o crescimento e desenvolvimento de uma determinada região ou município.

- Geografia física: estuda os aspectos físicos da Terra, como clima, solo e vegetação.

- Geografia humana: interpreta os dados sociais e econômicos de uma população. Planeja a ocupação de áreas urbanas e rurais.

- Geopolítica: analisa a relação entre espaço geográfico e a organização econômica, política e social de uma região, país ou bloco de países.

- Meio ambiente: estuda os ecossistemas e previne impactos ambientais causados pela ocupação de terrenos. Faz o manejo de bacias hidrográficas.

- Planejamento territorial e urbano: organização dos espaços urbanos ou rurais para a instalação de pólos industriais, barragens e outras grandes obras.

Fonte: Brasil Profissões

"Profissional que estuda a Ciência que tem por objeto a descrição da Terra na sua forma, acidentes físicos, clima, produções, populações, divisões políticas etc."


Fonte: Dicionário Michaelis