sexta-feira, 2 de maio de 2014

3ª série A- EM


Situação de Aprendizagem 5

Choque de Civilizações!

A ideia de “choque de civilizações” foi frequentemente retomada para explicar os conflitos entre Ocidente e Oriente. Ainda em 1964, Bernard Lewis, um professor universitário britânico pouco conhecido, lançou a expressão que ficaria famosa. Se, por um lado, esta passou despercebida durante a década de 1960, por outro, foi relançada por ele 25 anos depois na forma de um artigo, The roots of muslim rage (“As raízes da cólera muçulmana”).

O contexto geopolítico em que surgiu e seu significado: o postulado de Samuel P. Huntington na obra “Choque de Civilizações” indicadas constitui um esforço de compreensão do mundo e do novo quadro das relações internacionais emergente da implosão soviética, depois que as tensões políticas da velha ordem bipolar deixaram de subordinar um ou outro bloco ideológico.

Desde o fim da Guerra Fria, a maioria das guerras ocorre entre povos de civilizações diferentes ( por exemplo, no conflito Israel-Palestina, as Guerras do Golfo, na desintegração da antiga República Socialista Federativa da Iugoslávia, a instabilidade na Caxemira, na luta pela independência na Chechênia ou mesmo na atual presença anglo-americana no Iraque).

“Os aviões que destruíram as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, e a marcha das tropas estadunidenses sobre Bagdá refletem tragicamente esse estranhamento e introduzem, na política mundial, o espectro do ‘choque de civilizações’”
O significado do sentimento de estranhamento nesse caso é o de aversão a alguém ou a algo que não se conhece, ou seja, os atentados e a invasão ao Iraque induzem à ideia de que o Ocidente e o Oriente apresentam diferenças culturais intransponíveis, o que não é de todo verdadeiro. Por isso, os autores enfatizam a ideia de espectro, palavra que tem o significado de fantasma ou ilusão do “choque de civilizações”.

A estreita  relação entre os atentados de 11 de setembro de 2001 e os protestos desencadeados por jovens imigrantes ocorridos na França em 2005, quando jovens imigrantes depredaram espaços públicos como forma de protesto às condições sociais degradantes nas periferias de Paris, foram em princípio relacionados diretamente como expressão do “choque de civilizações”, pois grande parte das populações que habitam as periferias de Paris é do Oriente. Porém, os protestos tiveram um significado político, questionador da exclusão social e do neoliberalismo intolerante.

                                   Leitura e análise de texto
Para sistematizar os conteúdos desenvolvidos, o Caderno do Aluno apresenta as seguintes propostas de atividades:

1.     Leia o texto a seguir.
O crítico literário e ativista da causa palestina Edward Said critica a tese de “choque de civilizações” defendida por Huntington. Para ele, essa ideia deve ser considerada uma política de estado que visa reestruturar a estratégia ocidental tendo em vista afirmar sua autoridade sobre o Oriente, envolvendo interesses de dominação

1-) Considerando as medidas tomadas por George W. Bush após o 11 de setembro de 2001, quais interesses os EUA teriam ao incentivar a ideia de “choque de civilizações”?

a-) Entre inúmeras possibilidades, podemos citar o interesse de convencer a população estadunidense da necessidade da invasão aos países do Oriente Médio que, segundo o governo dos Estados Unidos, dão suporte ao terrorismo; interesses com relação ao petróleo, fonte de energia ainda vital para a economia dos Estados Unidos; e desejo de fortalecimento da política de combate ao “eixo do mal” que, de acordo com a doutrina Bush, investe na tecnologia de fabricação de bombas atômicas.

b) Considerando as discussões realizadas durante a aula sobre a ideia de “choque de civilizações”, quais os interesses que os países do Ocidente teriam no Oriente Médio?
Edward Said enfatiza o princípio da dominação global, considerando os interesses hegemônicos e econômicos atrelados como, por exemplo, no caso das reservas de petróleo.

c) Considerando o atual momento da política dos Estados Unidos, é possível afirmar que esse país ainda desenvolve uma política imperialista? Justifique sua resposta.
A eleição de Barack Obama representou uma mudança no perfil da política externa dos Estados Unidos ao romper com os preceitos da nova direita do Partido Republicano, defensora de ações unilaterais e maniqueístas. Certas atitudes tomadas pelo governo – como a de propor o fechamento da Base de Guantánamo, em Cuba, a defesa do direito ao Estado palestino e a retirada progressiva das tropas estadunidenses no Iraque – são exemplos contundentes dessas mudanças.


2-) O sociólogo anglo-americano Michael Mann, professor da Universidade da Califórnia, em seu livro O Império da incoerência, afirma que o mundo deveria saber que o governo de George W. Bush adota o novo imperialismo. Para ele, as políticas estadunidenses quanto a Kioto, minas terrestres, Guerras nas Estrelas, Iraque e Irã não são ocasionais e isoladas. Todas elas fazem parte de uma estratégia desencadeada pela nova direita estadunidense, desde os anos 1970, para que se construa o Império Americano Global, vislumbrado primeiramente como teoria e, depois de 11 de setembro, e durante todo o governo de Bush, como realidade.

a-) Qual a intenção do autor ao afirmar que o mundo deveria saber que o governo de George W. Bush adotou um novo imperialismo?
O sociólogo Michael Mann argumenta que o Partido Republicano, do ex-presidente George W. Bush iniciou em 1970 uma estratégia política alicerçada na nova direita dos Estados Unidos, por meio da qual se cristalizou a ideia de um império estadunidense em escala mundial. Assim, a posição estadunidense com relação a temas de alcance mundial não é ocasional e isolada, mas parte de uma política de poder unilateral, posição solitária que desconsidera acordos de caráter multilateral.

b-)  Considerando os argumentos defendidos por Michael Mann, ele seria  favorável ou desfavorável à tese do “choque de civilizações” de Huntington? Justifique a sua resposta.
Os argumentos apresentados por Michael Mann são contrários à tese do “choque de civilizações”. Para Mann, o governo de George W. Bush, representante da nova direita estadunidense, comportou-se de forma isolacionista, o que incita reações em diversas partes do mundo.


3-)  Leia o texto e observe a imagem que o acompanha.
 Em 30 de setembro de 2005, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou 12 charges associando Maomé ao terrorismo. Em seguida, outros 50 jornais em todo o mundo republicaram os desenhos. Não tardou para que fortes polêmicas e reações eclodissem nas comunidades muçulmanas, adentrando o ano de 2006, causando, em alguns casos, ofensivos ataques motivados pela indignação diante da forma irônica como a cultura muçulmana e o profeta Maomé foram retratados. Em todo o mundo, as principais agências de notícias publicaram os inúmeros efeitos que se seguiram à larga divulgação daquelas imagens: a retirada dos embaixadores saudita e sírio da Dinamarca, os boicotes por parte dos países islâmicos aos produtos dinamarqueses, os protestos, incêndios e problemas diplomáticos em países da Europa (como na Dinamarca, Suécia, Noruega e Áustria), como também de outros continentes (como na Nova Zelândia, no Egito, na Indonésia, na Turquia e na Tailândia). Em 13 de fevereiro de 2008, cinco grandes jornais dinamarqueses voltaram a publicar as charges depois que foi descoberto um plano para assassinar um de seus desenhistas; novamente, não faltaram reações em meio à comunidade muçulmana espalhada pelo mundo.

Elaborado por Sérgio Adas especialmente para o São Paulo faz escola
Com base no texto e na imagem:
a-) Discorra sobre o contexto de surgimento e o significado da expressão “choque de civilizações”.

A expressão “choque de civilizações” adquiriu grande repercussão no contexto de incertezas da Nova Ordem Mundial, logo após o fim da Guerra Fria (1947-1991), quando o mundo se deparou com a eclosão de conflitos isolados, motivados por rivalidades étnico- religiosas e culturais, contidos em sua maioria por regimes totalitários, como na ex-União Soviética e na antiga Iugoslávia. Em particular, essa “chave” de interpretação do novo quadro das relações internacionais emergente da implosão soviética adquiriu grande notoriedade com a publicação da obra. O choque de civilizações e a recomposição da ordem mundial, do economista estadunidense Samuel P. Huntington, em 1996. Defende-se nela que o futuro da humanidade poderá ser determinado pelo confronto entre diferentes civilizações, com a adesão a religiões e características culturais comuns.

b) Aponte, ao menos, duas críticas que são dirigidas à teoria do “choque de civilizações”.
A teoria do “choque de civilizações” possui limitações quando contraposta à realidade geopolítica mundial, expressando uma visão reducionista diante das verdadeiras causas de muitos conflitos em curso.  A tese de Huntington (Edward Said, Noam Chomsky, John Esposito, entre outros), pois vinculam os conflitos à imposição de um modelo geopolítico e econômico controlado pelos países ricos e suas corporações (disputa por recursos vitais, por exemplo, como o petróleo).

2-) Enem 2003 – Segundo Samuel Huntington (autor do livro O choque de civilizações e a recomposição da ordem mundial), o mundo está dividido em nove “civilizações”. Na opinião do autor, o ideal seria que cada civilização principal tivesse pelo menos um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Sabendo-se que apenas EUA, China, Rússia, França e Inglaterra são membros permanentes do Conselho de Segurança, e analisando, pode-se concluir que:
a) Atualmente, apenas três civilizações possuem membros permanentes no Conselho de Segurança.
b) O poder no Conselho de Segurança está concentrado em torno de apenas dois terços das civilizações citadas pelo autor.
c) O poder no Conselho de Segurança está desequilibrado, porque seus membros pertencem apenas à civilização ocidental
d) Existe uma concentração de poder, já que apenas um continente está representado no Conselho de Segurança.
e) O poder está diluído entre as civilizações, de forma que apenas a África não possui representante no Conselho de Segurança.

Choque das Civilizações
Samuel Huntington, famoso expert das relações internacionais, se posiciona no contrapé do idealismo. Ele alerta para o risco de um choque entre oito civilizações que não partilham os mesmo valores, e notadamente entre as civilizações ocidental, islâmica e confuciana (as cinco outras, de acordo com ele, seriam: a latino-americana, a africana, a hindu, a eslavo-ortodoxa e a nipônica).
Otimistas, universalistas e mundialistas ficaram escandalizados. Huntington considera-os ingênuos. Seus opositores o acusam de induzir ao confronto, de formular uma "profecia autorrealizadora", quando, ao contrário, o que ele pretende é advertir. Os realistas não acreditam em uma aliança Islã-China antiocidental.
Desde então, tudo acontece como se – embora declarando rejeitar a "teoria" do choque de civilizações – um grande número de ocidentais, na esteira da administração Bush e dos neoconservadores, partilhasse do pensamento de Huntington e dele tirasse conclusões bem particulares.
Os praticantes do Islamismo fundamentalistas têm uma posição igualmente radical e, como fizeram os cristãos por muito tempo, dividem o mundo entre fiéis e infiéis.
Outros ocidentais, bem como os muçulmanos moderados, negam tal perspectiva (essa "teoria") em nome do universalismo, mas, sobretudo, porque ele os preocupa.
Outros, por fim, estimam que o choque Islã-Ocidente, ao contrário, é um risco sério devido às minorias fanáticas e a uma profunda ignorância mútua que predispõe à desconfiança. Estes não combatem a "teoria", mas tentam afastar o risco e neutralizar os conflitos, propondo, para começar, a paz no Oriente Médio e preconizando o diálogo.
Fonte: Atlas do Mundo Global (adaptado).
Com a globalização hoje podemos encontrar hindus, confucionistas, ortodoxos, etc. em praticamente todos os países do mundo. De fato, embora as concentrações geográficas sejam evidentes, as civilizações são maiores e mais complicadas do que isso. Em verdade estão espalhadas pelo mundo todo de maneira ideológica e histórica não respeitando muito fronteiras nacionais



Como funciona o choque de civilizações
Autor:  Sílvio Anaz

religião tem um papel preponderante nos principais conflitos do mundo contemporâneo, mais importante do que as disputas entre os grandes sistemas político-ideológicos. Em vez do embate entre democracia liberal e comunismo, que marcou boa parte do século 20 durante a Guerra Fria, emerge um confronto entre os sistemas sociais e culturais baseados no Islamismo e os fundamentados nas religiões judaico-cristãs. Essa ideia faz parte de uma polêmica tese que ganhou força no começo do novo milênio em função dos ataques terroristas do 11 de setembro de 2001.
Chamada de "choque de civilizações", essa tese foi levantada e defendida pelo cientista político norte-americano Samuel Phillips Huntington em 1993, num artigo publicado na conceituada revista "Foreign Affairs". Num momento de otimismo do liberalismo, com o fim da União Soviética e o desmantelamento dos principais regimes socialistas e de consolidação da absoluta superioridade militar e econômica dos Estados Unidos, Huntington enxergou um horizonte pessimista, no qual haveria um declínio da hegemonia ocidental e a religião assumiria um papel até então reservado às grandes ideologias.
Para os defensores da ideia do confronto entre civilizações, o terrorismo internacional associado ao Islamismo que surgiu no início do século 21 serviu para confirmar a análise de Huntington, que foi considerada premonitória por ter sido escrita quase que uma década antes. Mas muitos estudiosos discordam dessa ideia. Os críticos da tese do "choque de civilizações" argumentam que há muitas imprecisões e contradições nas ideias de Huntington, a começar que não é tão simples assim definir o que são civilizações.

Quem foi Samuel Huntington

Nascido em Nova York, em 1927, Samuel Philips Huntington graduou-se pela Universidade de Yale, fez mestrado na Universidade de Chicago e obteve seu doutorado pela Universidade de Harvard. Especialista em política americana e internacional, relações internacionais e nas transformações modernizadoras da sociedade, Huntington trabalhou como consultor de várias agências governamentais norte-americanas, foi diretor do Instituto para Estudos de Guerra e Paz da Universidade de Columbia e diretor de vários centros de estudos da Universidade de Harvard. Suas pesquisas resultaram em vários livros sobre estratégias de segurança nacional, organizações transnacionais, governabilidade nas democracias, processos de democratização e comparações entre os governos dos Estados Unidos e da União Soviética, entre outros assuntos. Huntington morreu em 2008.


SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6
GEOGRAFIA DAS RELIGIÕES

O que é tolerância religiosa e etnocentrismo?
 Três principais religiões monoteístas (cristianismo, islamismo e judaísmo)

Indagar se os alunos já vivenciaram ou constataram intolerância religiosa em seus espaços de convívio, se assistiram na televisão ou leram notícias a respeito em jornais e revistas ou em sites da internet.

Religião é um conjunto de crenças e filosofias que são seguidas, formando diferentes pensamentos. Cada religião tem suas diferenças quanto a alguns aspectos, porém a grande maioria se assemelha em acreditar em algo ou alguém do plano superior e na vida após a morte. Entre a grande quantidade de religiões existentes hoje no mundo, existem aquelas que se sobressaem e conseguem conquistar um grande número de fiéis.
A difusão dessas religiões ocorreu a partir da Ásia, centro difusores das três maiores religiões do mundo em número de fiéis na atualidade: o cristianismo, o islamismo e o hinduísmo.
O surgimento do cristianismo – ocorrido por volta do último milênio a.C. – e do islamismo – ocorrido a partir do século VII d.C. Ambos foram difundidos a partir do Oriente Médio, porção oeste do continente asiático. São:
- Cristianismo: É a maior religião do mundo. É monoteísta e se baseia na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré.

- O islamismo conta, atualmente, com cerca de 1,3 bilhão de seguidores e que foi fundado pelo profeta Mohammed (Maomé) há 1 400 anos no território que hoje corresponde à Arábia Saudita é a segunda maior religião do mundo em número de fiéis e vem apresentando um aumento expressivo de adeptos (cerca de 15% ao ano), sendo a que mais cresce no mundo. As maiores populações islâmicas se encontram não no Oriente Médio, onde a religião surgiu, mas em outras partes da Ásia.
Muçulmano é todo aquele que segue o islamismo, que é uma religião monoteísta baseada no Corão ou Alcorão, o livro sagrado do Islã, considerado como a palavra de Deus revelada a Maomé, na Suna e no Hadith.
Já o termo Islã vem do árabe e significa “submissão” (ao desejo e à orientação de Deus), tem suas raízes etimológicas assentadas na ideia de salam (paz) e é também utilizado para designar o conjunto dos povos de civilização islâmica que professam o islamismo.

-Hinduísmo: É a terceira maior religião e a mais velha do mundo. A religião se baseia em textos como os Vedas, os Puranas, o Mahabharata e o Ramayama e é politeísta.

-Budismo:  Ocupa o quinto lugar. É uma religião e uma filosofia que se espelham na vida de Buda. Este não deixou nada escrito, porém seus discípulos escreveram acerca de suas realizações e ensinamentos para que seus posteriores fiéis pudessem conhecê-lo.

-Judaísmo
O judaísmo é a mais antiga entre as três grandes religiões monoteístas e a que apresenta o menor número de fiéis.  Dos cerca de 13 milhões de judeus existentes no mundo, atualmente as maiores comunidades judaicas se concentram na Europa (a maior delas encontra-se na França), e que a maioria
dos judeus vive em Israel e nos Estados Unidos.
O judaísmo,  não ser uma religião missionária e o fato daqueles que se convertem devem observar os preceitos da lei judaica (a Torá), interpretada como a orientação de Deus por meio das escrituras. A
Torá ou a Bíblia hebraica é chamada pelos cristãos de Velho Testamento, reunindo principalmente os cinco primeiros livros da Bíblia cuja autoria é atribuída a Moisés, o chamado Pentateuco. Em cada sinagoga, ao menos uma cópia da Torá em hebraico é conservada sob a forma de pergaminho.
Em circunstâncias variadas são encontrados no Talmud, um compêndio da lei.
Os judeus possuem uma forte ligação com Israel (Estado criado pela partilha da ONU, em 1947, e fundado efetivamente em 14 de maio de 1948), situado em terra considerada prometida por Deus a Abraão, e também com a cidade de Jerusalém, considerada sagrada.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7
A QUESTÃO ÉTNICO-CULTURAL

Litígios fronteiriços na América do Sul.
- Equador/Peru: as elites peruanas mantêm uma velha disputa com o Equador, baseada na conformação da Audiência de Quito, que deu lugar ao Equador, e do Vice-Reino do Peru na época colonial. A reivindicação das elites equatorianas é que o Equador deveria ter acesso à região amazônica. Essas disputas não são somente de caráter diplomático e já desembocaram em um confronto bélico. O Protocolo do Rio de Janeiro, de 29 de janeiro de 1942, pôs fim ao conflito fronteiriço, mas o Equador perdeu boa parte de suas terras amazônicas.
- Chile/Argentina: na década de 1970, Chile e Argentina tiveram um conflito decorrente da definição da zona austral, mais especificamente pelo Canal de Beagle. Esse conflito foi resolvido a favor do Chile, com intermédio da Santa Sé, pelo Tratado de Paz e Amizade, assinado na Cidade do Vaticano em 20 de fevereiro de 1978.
Conflitos iniciados no final do século XIX, e que ainda motivam instabilidades regionais, envolvendo alguns  países , o Chile apresentou problemas fronteiriços com Argentina, Bolívia e Peru. Com Bolívia e Peru, o Chile mantém uma disputa histórica datada de 1879, quando as três nações protagonizaram a Guerra do Pacífico, vencida pelo Chile. Nessa disputa, a Bolívia perdeu o território de Antofagasta para o Chile ficando, portanto, sem acesso ao Oceano Pacífico. No mesmo confronto, o Peru perdeu as zonas de Arica e Iquique para o Chile. Entre 1932 e 1935, deu-se a Guerra do Chaco, entre Bolívia e Paraguai. A Bolívia foi derrotada e cedeu ao Paraguai parte de seu território, chamado Chaco Boreal.

Movimentos de independência na Europa.
-Irlanda do Norte: apesar de ter havido um acordo de paz em 1998, ainda existe um movimento remanescente do conflito de base religiosa entre católicos e protestantes.
-País Basco: da assinatura de um acordo de paz entre o grupo separatista ETA e o governo espanhol, ainda existe um movimento remanescente que busca a independência do País Basco.
-Kosovo (conflito separatista kosovar): os graves conflitos internos ocorridos no Kosovo decorrentes da não aceitação, por parte da Sérvia, do estatuto de autonomia plena kosovar, mediado pela ONU. As negociações sucederam-se entre 2006 e 2007 e, sem haver acordo, em 17 de fevereiro de 2008, a Assembléia do Kosovo declarou independência, que foi reconhecida, até agora, por mais de cinquenta países. Porém, a Sérvia continua a rejeitar a independência e, no ano de 2009, o governo sérvio solicitou ao Tribunal Internacional de Justiça (ligado à ONU) uma verificação jurídica sobre a legalidade do direito internacional da declaração de independência do Kosovo.

Continentes que apresentaram o maior número de conflitos no século XX foram à África e na Ásia.

                                             A partilha da Palestina,
A partilha da Palestina,  proposta pela ONU em 1947 e instituída em 1948, criaria dois Estados: o de Israel e o da Palestina.
Com cerca de 14 mil km², o Estado de Israel (Estado judeu) seria composto pela faixa de terras entre Haifa e Tel Aviv na porção oeste, pela Galileia Oriental e pela porção de terras correspondente ao deserto de Neguev.
Já a Palestina (Estado árabe), teria 11,5 mil km² e seria formada pela Cisjordânia, Faixa de Gaza
e Galileia Ocidental. A cidade de Jerusalém, tida como centro religioso para as populações dos dois Estados e da comunidade cristã, seria considerado área internacional.

 Modificações de fronteiras ocorridas na região da Palestina após a primeira guerra entre árabes e israelenses, em 1948-1949.
A primeira guerra entre árabes e israelenses durou até janeiro de 1949, quando Israel ocupou toda a Galileia e o deserto de Neguev, ampliando sua área original em mais de 50%. De fevereiro a julho de 1949 foram assinados acordos de armistício sem a concretização de um tratado de
paz para a região. Como resultado desses acordos, uma parte do que seria o Estado árabe da Palestina foi anexada a Israel e a outra parte, correspondente à Cisjordânia, foi anexada à Transjordânia, que mais tarde se tornaria o Reino Hachemita da Jordânia. A Faixa de Gaza passou ao controle egípcio. Jerusalém foi dividida, ficando a parte oriental sob administração jordaniana, e a parte ocidental sob administração israelense.

Em 1967 iniciaram-se mais um conflito na região: a Guerra dos Seis Dias. Resultante de mais um confronto entre as nações árabes e Israel, a guerra representou um fulminante ataque
israelense que acabou por conquistar Gaza, toda a Península do Sinai (pertencente ao Egito), a Cisjordânia (pertencente à Jordânia) e as Colinas de Golã (pertencentes à Síria).


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Charles William Miller

24/11/1874, São Paulo (SP)
30/06/1953, São Paulo (SP)

         Charles Miller foi jogador, árbitro, dirigente e é considerado o pai do futebol no Brasil.     Apaixonado por esportes, também foi o fundador da Associação Paulista de Tênis.
       Nascido no bairro paulistano do Brás, filho de um escocês e uma brasileira de origem inglesa, Charles Miller viajou para Hampshire, na Inglaterra, aos nove anos de idade para estudar. Lá aprendeu a jogar futebol, rugby e críquete.
     Aos 17 anos, Charles já se destacava no futebol, o que lhe deu a chance de disputar 34 partidas pela Banister School, marcando 51 gols. Pelo St. Mary ele jogou 13 partidas e fez três gols. Pelo Condado de Hampshire também emplacou três gols, só que em seis partidas. Isso, além de enfrentar por duas vezes o famoso time inglês Corinthian (sem o "s"), que serviria de inspiração aos paulistas em 1910.
     Charles Miller retornou ao Brasil em 1894 para trabalhar na São Paulo Railway Company (companhia inglesa de ferrovias), tornando-se também correspondente da Coroa Britânica e vice-cônsul inglês em 1904.
      Na época do seu retorno, havia apenas um clube na cidade, o São Paulo Athletic, fundado em maio de 1888 pela colônia britânica, que oferecia a prática do críquete. Como havia trazido duas bolas da Inglaterra, uniformes e um conjunto de regras, Miller tentou difundir o futebol. O primeiro jogo foi realizado em 15 de abril de 1895 entre Funcionários da Companhia de Gás X Companhia Ferroviária São Paulo Railway.
      Como artilheiro do São Paulo Athletic Club (SPAC), Charles Miller ganhou os três primeiros campeonatos em 1902, 1903 e 1904. Foi também o criador do drible ou passe com o calcanhar, jogada que viria a ser conhecida com o nome de "Charles", em sua homenagem.
     Miller foi fundamental na montagem da Liga Paulista de Futebol, a primeira do Brasil. Foi ele que sugeriu o nome do primeiro presidente do Sport Club Corinthians Paulista.


Charles Miller 
Charles Miller: "pai do futebol" brasileiro
Nome Completo 
Charles William Miller

Quem foi
Charles Miller foi um funcionário da São Paulo Railway Company, vice-cônsul inglês no Brasil e o introdutor do futebol no Brasil.

Nascimento
Charles Miller nasceu na cidade de São Paulo (Brasil) em 24 de novembro de 1874..

Morte
Charles Miller morreu na cidade de São Paulo (Brasil) em 30 de junho de 1953.

Biografia (resumo):
- Filho de pai escocês e mãe brasileira de ascendência inglesa.
- Com dez anos de idade foi estudar na Inglaterra onde conheceu e se encantou pelo futebol.
- Retornou ao Brasil em 1894 para trabalhar na São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí). Trouxe na bagagem duas bolas de futebol, um livro de regras, uniforme e um par de chuteiras. Começou a partir de então a difundir o futebol entre os trabalhadores da estrada de ferro.
- Foi correspondente da Coroa Britânica na Inglaterra.
- Atuou também como vice-cônsul da Inglaterra no Brasil.

Principais realizações
- Trouxe da Inglaterra o futebol para o Brasil.
- Colaborou, de forma importante, na criação da Liga Paulista de Futebol.
- Participou da organização do São Paulo Athletic Club. Jogou neste time até 1910, tornando-se tri-campeão (1902, 1903 e 1904).
- Após encerrar a carreira, foi árbitro de futebol.

Curiosidade
- A praça em frente ao Estádio do Pacaembú, em São Paulo, chama-se Praça Charles Miller em homenagem ao "pai do futebol brasileiro".


quarta-feira, 2 de abril de 2014


O Pacto Colonial e a Colonização do Brasil
                                                                                                             Edilaine Cristina do Prado

A descoberta de terras brasileiras em 1500 foi fruto das grandes expedições desempenhado pelos países ibéricos, que ocorreram ao longo do século XV; elas buscavam encontrar rotas alternativas para se chegar as grandes riquezas asiáticas.
Nesta época os estados ibéricos foram os grandes pioneiros desse tipo de expedição, pois tinham grande conhecimento náutico, ricos comerciantes interessados na causa e um Estado organizado, que apoiou as expedições. A eficiência destas expedições seria comprovada com o descobrimento da América Central em 1492 pelos espanhóis e do Brasil em 1500, pelos portugueses.
A ocupação do Brasil, entre 1500 e 1534, foi apenas comercial. Foram estabelecidas feitorias com o intuito de garantir a propriedade da coroa portuguesa sobre as terras brasileiras. Nesta época, a metrópole comercializava do Brasil, apenas produtos de pouco valor, como animais silvestres (macacos, pássaros, etc.) e madeiras (entre outras, pau-brasil). As feitorias não asseguravam para a coroa portuguesa, riqueza imediata, porém, significavam um tipo de "carta na manga" estrategicamente importantíssima, do ponto de vista geográfico, político e econômico.
A localização geográfica do Brasil poderia levar aos portugueses a descobrir uma rota alternativa para se chegar a Ásia, pois desconheciam o tamanho real do Brasil, e pensavam que ao desbravarem as matas brasileiras poderiam chegar ao oceano pacifico. A ocupação do Brasil tinha também caráter político, representava para coroa portuguesa um poder de barganha frente às outras potências europeias, por ser detentora de um  vasto território. E caráter econômico, pois acreditavam adentrando mais as florestas, poderiam encontrar metais preciosos, como os espanhóis havia conseguido nas suas possessões nos atuais México, Peru e Bolívia.
Nas nações europeias reinavam a ideia mercantilista que defendiam que a riqueza de um país era obtida através do superávit da balança comercial, ou seja, exportando mais do que importando e formando barreiras a importação (política protecionista). Pois assim poderia acumular cada vez mais metais preciosos, que seriam frutos do pagamento de outras nações. Só exportar muito, não era o bastante; teria de exportar produtos com valor alto, assim não correndo o risco de exportar menos do que importar e mesmo assim receber menos do que o valor importado.
ideia mercantilista se espalhou pela Europa, ficando cada vez mais difícil uma nação européia obter superávit em relações comerciais com outras nações europeias. As metrópoles precisaram buscar novas alternativas de mercado, em que as colônias vieram a solucionar grandes dos problemas comerciais metropolitanos: primeiro a falta de mercado para se exportar; e segundo a obtenção de insumos baratos para beneficiamento nas manufaturas metropolitanas.
Portugal decide colonizar o Brasil segundo a filosofia mercantilista. Estabelece então para o Brasil, o chamado Pacto Colonial; este pacto fazia o Brasil colônia, refém e extremamente dependente da coroa portuguesa. Através do Pacto Colonial era imposto que a colônia só poderia  exportar para Portugal ou para os mercadores que convinham a Portugal; por conseqüência desse exclusivismo os mercadores conseguiam barganhar preços muito vantajosos. A metrópole também tinha reserva sobre o mercado brasileiro. A colônia Brasileira só poderia importar de Portugal ou se não de outra nação que a metrópole permitisse. Esse regime de comercio é chamado de exclusivismo metropolitano, considerado a grande razão da transferência de riquezas do Brasil colonial para metrópole Portugal.
O exclusivismo metropolitano fazia com que muitos produtos produzidos nas colônias fossem exportados para Europa, onde eram transformados pelas manufaturas em produtos acabados, e da Europa eram exportados para o Brasil com preço agregado, preço superior aos preços pagos pelo produto na Europa.
O preço dos produtos coloniais era constituído pelo fundo de depreciação, ou seja, reserva que a colônia deveria ter para manter a capacidade de produção, mais fundo de manutenção, que consistia na reserva que a colônia deveria ter para reparar perdas referentes principalmente a mão-de- obra, garantir o que o trabalhador precisava para continuar trabalhando mesmo escravos, e, finalmente, o excedente econômico. O fundo de depreciação mais o fundo de manutenção formavam o mínimo que a colônia precisa receber para continuar produzindo constantemente. Então, a parte negociável da produção colonial era o excedente econômico.
Apesar de os mercadores portugueses terem poder de monopólio para impor preço que desejariam pagar, não o faziam, pois, assim estariam desestimulando os colonos que também eram portugueses, a continuar a produzir no Brasil, pois haviam saído de Portugal com esperança de se tornarem ricos como senhores de engenho. Eles deixavam para os colonos uma parte do excedente econômico que era dividida: parte para reinvestir na produção colonial e outra parte para sustentar o luxo dos colonos portugueses. O preço pago pelos mercadores não poderia ser menor que a soma dos custos de depreciação e manutenção dos trabalhadores, porém o preço pago pelos mercadores era menor que o preço de produção da mercadoria colonial.
Segundo Celso Furtado, com a forte demanda externa a produção das colônias brasileiras foi bastante estimulada, a cada dois anos, o Brasil colonial tinha potencial produtivo para crescer dez vezes, porém nesta fase cresceu efetivamente, duas vezes, o motivo disto foi o exclusivismo metropolitano que transferiu para Portugal grande parte do excedente econômico produzido no Brasil impossibilitando que as colônias brasileiras pudessem investir mais na produção.
A produção das colônias brasileiras foi fundamentada na utilização de mão-de-obra escrava, pois a coroa portuguesa tinha objetivo de enriquecer muito com a colonização do Brasil e a mão-de-obra assalariada seria inviável a este objetivo, uma vez que para convencer trabalhadores europeus a vir trabalhar no Brasil, longe de toda civilização organizada e perto de muitos perigos oferecidos por matas fechadas, os salários oferecidos seriam onerosos. Então seguindo o fato de que Portugal, com Vasco da Gama, havia realizado circunavegações pelo périplo africano, em 1450 - 1458, onde havia estabelecido feitorias e tinha domínio sobre algumas regiões africanas, de onde conseguiu abundante mão-de-obra escrava com preços muito baixos pois não necessitava de intermediadores.

O tráfico internacional de escravos era um dos seguimentos mais lucrativos do comércio colonial. Durante o pacto colonial não ocorreram muitas inovações tecnológicas por razão de que toda inovação tecnológica faz do instrumento de trabalho mais vulneráveis e caros podendo ser o alvo das agressões dos escravos.


Imperialismo e Neocolonialismo
História do Imperialismo no século XIX, imperialismo na África e Ásia, o neocolonialismo norte-americano,  industrialização no século XIX, Tratado de Nanquim, descolonização no século XX. História do Imperialismo e Neocolonialismo 

Na segunda metade do século XIX, países europeus como a Inglaterra, FrançaAlemanhaBélgica e Itália, eram considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes. 
Com o objetivo de aumentarem sua margem de lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se dirigiram à África, Ásia e Oceania, dominando e explorando estes povos. Não muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como desculpa a divulgação do cristianismo; o neocolonialismo do século XIX usou o argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo. 
Na verdade, o que estes países realmente queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em busca de locais onde pudessem encontrar matérias primas e fontes de energia. Os países escolhidos foram colonizados e seus povos desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si o território africano e asiático, sem sequer levar em conta as diferenças éticas e culturais destes povos.   
Entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885 foi realizado o Congresso de Berlim. Neste encontro, os países europeus imperalistas organizaram e estabeleceram regras para a exploração da África. Na divisão territorial que fizeram a cultura e as diferenças étnicas dos povos africanos não foram respeitadas.
Devido ao fato de possuírem os mesmo interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem comercialmente. O governo dos Estados Unidos, que já colonizava a América Latina, ao perceber a importância de Cuba no mercado mundial, invadiu o território, que, até então, era dominado pela Espanha. Após este confronto, as tropas espanholas tiveram que ceder lugar às tropas norte-americanas. Em 1898, as tropas espanholas foram novamente vencidas pelas norte-americanas, e, desta vez, a Espanha teve que ceder as Filipinas aos Estados Unidos. 
Outro ponto importante a se estudar sobre o neocolonialismo, é à entrada dos ingleses na China, ocorrida após a derrota dos chineses durante a Guerra do Ópio (1840-1842). Esta guerra foi iniciada pelos ingleses após as autoridades chinesas, que já sabiam do mal causado por esta substância, terem queimado uma embarcação inglesa repleta de ópio. Depois de ser derrotada pelas tropas britânicas, a China, foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, que favorecia os ingleses em todas as clausulas. A dominação britânica foi marcante por sua crueldade e só teve fim no ano de 1949, ano da revolução comunista na China. 
Como conclusão, pode-se afirmar que os colonialistas do século XIX, só se interessavam pelo lucro que eles obtinham através do trabalho que os habitantes das colônias prestavam para eles. Eles não se importavam com as condições de trabalho e tampouco se os nativos iriam ou não sobreviver a esta forma de exploração desumana e capitalista. Foi somente no século XX que as colônias conseguiram suas independências, porém herdou dos europeus uma série de conflitos e países marcados pela exploração, subdesenvolvimento e dificuldades políticas.


Divisão Internacional do Trabalho (DIT)

Para compreender melhor o conceito da DIT devemos voltar ao passado colonial, período que preparou toda uma estrutura na configuração das funções, desde as questões sociais passando pelas econômicas e industriais (mesmo que de forma rudimentar).
Na época da colonização, toda a exploração realizada no período colonial serviu para o enriquecimento dos países europeus, enquanto as colônias perderam suas riquezas naturais. O período colonial estabeleceu uma relação desigual das trocas comerciais entre as metrópoles e suas colônias.
As metrópoles forneciam produtos manufaturados às suas colônias e demais regiões do mundo não sendo necessariamente sua colônia. Os produtos geralmente eram tecidos, ferramentas ou louças, enquanto as colônias forneciam matérias-primas como o ouro, prata, açúcar, especiarias e muita madeira.
Essa divisão da produção ou das trocas comerciais em escala planetária é conhecida como Divisão Internacional do Trabalho (DIT). Com a DIT, as metrópoles enriqueceram consideravelmente e as colônias tiveram que organizar suas produções de acordo com os interesses internacionais da época. Esse fator não possibilitou que as colônias desenvolvessem suas economias interna de forma a ter características de um sistema rico e articulado.
Essa situação acima explica, de maneira geral e com raríssimas exceções, porque a grande maioria dos países subdesenvolvidos de hoje foram, no passado, colônias de exploração das metrópoles européias.
Embora a DIT tenham de modificado ao longo dos séculos, os países subdesenvolvidos ainda continuam dependentes dos recursos financeiros e tecnológicos.
Podemos dizer que a DIT representa a especialização produtiva de cada país na economia e no comércio mundial, ou seja, o que cada país produz e comercializa pelo mundo.
A questão do desenvolvimento e subdesenvolvimento são produtos da história de dominação e exploração de alguns países sobre outros povos.
Até meados do século passado a produção industrial estava concentrada nos seguintes países:

ü  Estados Unidos
ü  Canadá
ü  Rússia
ü  Inglaterra
ü  França
ü  Itália
ü  Holanda
ü  Bélgica

Já os países menos industrializados e de economia primária forneciam matérias-primas agrícolas e minerais às suas metrópoles.
Com o passar dos anos as multinacionais se expandiram pelo mundo e se instalaram em alguns países que abriram suas portas ao capital externo. Esse fato aconteceu com maior frequência a partir da segunda metade do século XX. Configurou-se um novo grupo de países industrializados, dentre os quais podemos destacar:
ü  Argentina
ü  Brasil
ü  México
ü  África do Sul
ü  Índia


Tipo de colonização que ocorreu no Brasil.
Colonização de exploração, a organização da produção, da economia ou do sistema produtivo foi realizada com base no abastecimento do mercado externo. A introdução da grande propriedade agrícola - o latifúndio; sistema de plantation - da monocultura ocorreram com objetivo de abastecer o mercado europeu de produtos tropicais e de matérias primas, mão de obra escrava.
"Espaços extrovertidos" quando nos referimos à produção e à organização do espaço geográfico durante o período colonial brasileiro. Refere-se aos espaços geográficos produzidos e organizados para atender o mercado externo. No período colonial brasileiro, os exemplos mais importantes são: o espaço da agroindústria da cana-de-açúcar (XVI e XVII); o espaço da mineração (XVIII),e o espaço do café (XIX e XX)
 "Arquipélago econômico" para explicar a economia e a configuração geoeconômica do território brasileiro no início do século XX.
O uso da expressão "arquipélago  econômico "busca indicar a falta de integração entre as economias regionais que se constituíram como espaços relativamente autônomos de produção e consumo, guardando relação mais estreitas com os mercados externos do que entre si.

Cite exemplos de características atuais do território brasileiro cuja origem remonta ao passado colonial do país.
 --->Povoamento do litoral;
--->Concentração fundiária e monopolização do acesso a terra;
--->Predominância da produção de gêneros agrícolas destinados a exportação,
--->Diversidade cultural;

--->Poder político das elites locais etc.

terça-feira, 1 de abril de 2014

DITADURA MILITAR EM QUADRINHOS

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